sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Carta em branco




Quando você vem?
Quando virá?
Estou cansado, não de esperar.
Mas de perder meu coração, porque sei que vou precisar.
Minhas pegadas estão cansadas e esperando a onda e hora negra de asas de xícara de cor urina se colarem por esperas de mudança.
Não perca seu coração, pois estarei sentado sob o sol secando as feridas queimadas.

Quando você fechará todas as 33 janelas feias e repintadas com a arte da nova valsa.
Tudo se muda, todo o brilho se muda de diamantes arranhados.

Você aceitará todos os meus vícios aceitos a pedidos da sua espera?
Todas as pílulas coloridas serão realizadas no dia seguinte ao vivo pela manhã.

Eu preferi ficar com ninguém estando com você.
Como o sal se separa do mar.

Sei que perdemos o que eu disse.
Sei que sonhamos com pessoas que já vimos, e eu digo que sonhei com você sem nunca ter te visto.

Você é tão sublime que nem todas as pinturas feitas e sonhadas se comparam a você.

Você é tão surreal que nem todas as cores que meus olhos possam enxergar estão em seu olhar.

Encontrei uma chave brilhante sob o sol negro que abre toda sua alma para minha luz na escuridão explodir cegamente e eternamente.

Sinta o peso leve pesado de todas esses séculos longe de você em lágrimas felizes como se fosse a única espera e esperança de um sonhador sem sonhos e que nunca dormiu.

Só peço a Deus todas as noites sem estrelas mortas que me deixe sonhar com você.
Espero que em todas as noites escuras como a escuridão mais negra e cega que me deixe sonhar com você, sem mentiras.

Quero lhe entregar essa carta quando estiver em seu altar sagrado e tão cego quanto o sol me cega.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

No color

Peles vazias feito vestidos vermelhos de vergonha guardados no armário.
Lixas grandes e que servem para nada.
Pedras afogadas em sal que lavaram seus pés.

Nada é tão sublime quanto te ver dormir da janela ao lado.
Nada é tão incrível quanto te ver adormecer em rosas de vidro quebrado.

Gosto das linhas que suas unhas fazem na parede de granito polida.
Seu corpo inerte de amor é o orgasmo da nova era que se vende nas ruas.

Mas, realmente nada importa para você.
Deixe soprar somente os ventos que lhe convém.
Mesmo que seja seu último suspiro.


domingo, 28 de setembro de 2014

last sunset




Deixe-me lamber sua vagina como o sentenciado a morte lambe o prato da última refeição.
Penetrando-a como se a preenchesse com todo o amor jamais pintado em orgasmos.

Vamos ver em quantos cacos bastardos perdidos seus pés vão adormecer.
Se eu te der minha vida, prometa-me suicidar lendo sua revista preferida.

Toda vez você me parece a virgem que estava no casco daquele navio com as asas quebradas e cara de prostituta cristã.
Me faça ter o meu melhor sabor cozido dentro de você senhorita dos anéis de marmitas de alumínio.

Me faça crer que será minha melhor vadia comprada com ostras achadas nas ruas lavadas.
Não posso crer que seus lábios fizeram tantos felizes como me fez atrás da sua parede nunca levantada.

Estou com tanto sono que poderia adormecer fumando sobre aquele colchão de álcool armado por você.
Pare de levantar as mãos e clamar para que um sal te ouça.

Em "last sunset" deitado na linha do trem, quero ver até quando sua loucura aguenta transformar pedra em água.
Vamos embebedar as santas de barro com seus seios ardentes de gasolina.
Como posso pagar a minha preferida prostituta para que vá embora e volte em uma porta giratória?




Vende-se uma bomba de inflar egos! Usada!




Para se obter o amor, compre maços de cigarros diversos, bebidas alcoólicas baratas e transe com a maior quantidade de parceiras possíveis. Pronto, já será amado.
Não consigo mais lembrar como é o perfume de sua vagina meu grande amor.
Sinto falta do que poderíamos ter de orgasmos se transássemos a cada queda ao chão.

Não estou aqui para alimentar as bactérias que residem seu corpo, mas podemos sentar e conversar sobre as bolsas de valores. Nada tão péssimo do que um sexo oral mal feito que você me deu embrulhado no natal.

Seu lado ruim está destacado de neon vermelho na sua cara. Mude então a cor dos muros que o cego vê.
Deixe me apagar meus cigarros na sua pele?
Vamos ao verão no final deste inverno?

Como o maior gélido arrepio mais frio e cortante do inferno.O paraíso ao seu lado sendo o inferno dentro.

Você já comeu bolos de carne enquanto dormia? Vamos passear no parque dos suicidas?

Seu sexo chorando me fez lembrar que tenho que alimentar meu peixe beta.
Sem vacilo, ouça o som das pedras caindo no seu telhado.
Desculpa, sei que já dividimos fluídos corporais por anos e que fizemos sexo no nascimento da sua mãe, mas não me lembro do seu nome.

Gostaria de percorrer o asfalto úmido da sua pele com as navalhas de canaviais orais dos meus lábios.
Sentir seu melhor gozo dentro do silêncio.
Te dar o melhor orgasmo que um jardim pode fornecer no dia de ação de raças.
Dançaremos sobre aquele cubo de gelo mármore sangue sorridente no seu pior estado de decomposição. 



terça-feira, 3 de junho de 2014

celofone



Não que eu não queira dizer mais do que consigo pronunciar, mais é que esta sua roupa ficaria bem mais atraentes se estivessem no chão.
Ficaria apreciando esta suas nádegas até me casar com elas.
Seus gemidos deveriam ser gravados e exibidos em praças públicas para que as pessoas com problema de ereção tivessem uma.

De repente dá uma vontade de ficar no meio das suas pernas até esquecer seu nome.
Não é que eu queira que ache isso ruim, mais o que eu realmente quero é te ver sem roupa.

Não há estradas no mundo que imitem com perfeição suas curvas, mais também não existiriam carros que conseguissem percorre-las intactos.

Tento lembrar de como os pacotes são fáceis de abrir, daí vejo que seus feixes complicam mais esta ação.
Seus seios são tão ásperos que deveriam ser limados com minhas boca até que perdessem a cor de pele.
Seu órgão sexual é tão lindo que gostaria de emoldura-lo no espelho do meu banheiro.

Seu perfume exala sexo o tempo todo ou é a vaporização do seu sangue fazendo isso?!
Me deixe deslizar para dentro de você até sentir seus músculos estremecerem de prazer envolvidos no ar quente que soa de seus poros.

Quero que acorde molhada me desejando estar dentro de você como aquele espinho sem dor que faz com que dê a cor do seu olhar.




Corte



















O cheiro de pizza nas mãos não esconde o sexo que anunciamos pelas paredes.
Eu quero percorrer com a língua todo o deserto da sua pele.
Você versus você entre eu no meio das suas pernas cheio de penas.

Quando o sexo dói após ser feito se torna tão limpo quanto o chão de um banheiro de uma estação rodoviária.
Não adianta sentar na cama de lençóis polidos e chorar.
Seus pais não viram te buscar após suas lágrimas belas e cristalinas.

Quando o efeito passa estamos a salvo em algum lugar no nada.
Faça com que vale se crer quando se está pintada de negro.

Suas roupas ficam tão úmidas longe do seu corpo que esqueço de esquecer.
Estou construindo um jeito de dizer em palavras que estamos com a paixão possuindo nossos corpos e copos.

Quando a sede vai latir e grunhir como um cão guardado sozinho dentro de uma jaula esquecida no nosso pior quarto.
Quero te apresentar minha pedra favorita para te encher de tédio só mais uma noite.
Você sai e bebe sua droga favorita quando está cheia de si mesmo e de tentar e tentar e tentar todas as tentativas insanas de tentar.

Vamos ir além do que dissemos sobre seus gemidos


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Quebre-a

Você mergulha na lama, como se a beijasse por isso.
Não estamos nos mesmo barco, e mesmo assim, eu levo uma âncora no peito.
Estou escrevendo cartas e cartas de baralho para uma rainha morta.
Poderíamos, comprar os cascos e batiza-los com seu pior nome.

Posso bancar seu luxo quebrado janela afora.
Nada mais é importante do que meu sangue derramado em suas veias.
Estou clamando por prisões morto em um jardim que nunca ninguém pisou nas rosas.

Nada pode esperar mais que o tempo deixado pra trás em suas memórias.
Quero pintar de negro seu rosto para que jamais alguém possa vê-la.

A desgraça está presa naquele feixe armado e salgado.
Quero ir de encontro ao mar com os bolsos cheios de moedas roubadas
do seu preferido poço do desejos!

Suas mentiras são tão belas que me fazem querer ficar triste por anos.
Daí seu sorriso comprado, instalado nas palmas das mãos dos mendigos
na porta da igreja cocaínica me fazem crer que quero morrer.

Bela mágoa me fez estar certo ao menos uma vez ao dia.
Bela mágoa me fez estar cercado na porta da sua casa com rosas embaladas por pedras.

Faça a dor da cor quebrar-se como vidro em seus olhos...

domingo, 8 de dezembro de 2013

Fogos de artificio




Sou...


A mentira que assombra sua única esperança.         O refresco cego para seus olhos.
O sabor asco eterno na sua boca.         Os cacos de vidro que seus pés flutuam por baixo.

O último suspiro de uma pedra. O primeiro segundo antes da morte.
O câncer de um trago e tiro.       O silêncio completo de um corpo caindo.

O sabor doce de seu único beijo.           A pena de um anjo que cai em sua janela.
Seu amante amado e seu ladrão de rosas.  Seu amor escrito em um muro.
Seus espinhos em sua pele.         Suas curvas molhadas e derrapantes.
Sua lâmina que percorre a carne.          Suas linhas segurando seu sorriso.
Sua lágrima de vidro feliz.            Suas luzes de natal da sua rua.

Os cacos colados de seu coração.         O pecado que existe em sua pele.
O fantasma que vela seus sonhos.  A dor suave de sua saudade.
A água que lava seu sexo.            O som da chuva que embala seu sono.

O motivo de pensar em alguém.            A luz que dura um segundo.
O escuro por detrás de tudo.      O tecido que abraça suas mãos.
A fruta que te sacia e a sede que te salga.      O amor que nunca teve.

As cartas que nunca chegaram.             Aquela ligação que te livra da pena de morte.
O som limpo de sua voz carregada de goso.  O vento que te molda.

Não sou ninguém, nem nada, nem um acidente, nem um fantasma, nem um ser vivente sem você!









Estou enterrado no solo solar!

O Sol está se apagando por sua insistência e indisciplina!
Não podemos mais sonhar, pois foram comprados! E as pedras de plástico se ajoelham implorando para morrer! Cubra meus véus com a cor negra da areia de Cristo!

Jamais pereça nos montes sombrios! Seu lado obscuro me ofusca a língua! Deixe de fabricar e parta o bolso! Deixe de fornicar e parta o bolo!

Seu inimigo medonho é você mesmo! Suas tranças de papel são lambidas pelo seio milionário da derrota!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

the cat killer man


Ele se levantou subitamente do sofá e foi até a porta da sala. Girou a maçaneta e a chave ao mesmo tempo.
Sabia que tinha que tomar um trago de qualquer coisa forte e passou pelo portão como se não se importasse com quem estava lá fora, na rua, e o veria de óculos, mesmo sabendo que odeia sair na rua de óculos.
Tateou os bolsos, como se tateasse uma terra molhada, tentando se levantar.  E encontrou algumas moedas, e fazendo um calculo mental, concluiu que as moedas dava para caso aquilo fosse necessário.
Trancou o portão atrás de si e atravessou a rua... O bar estava aberto, e o dono era um velho conhecido.
Pediu uma dose dupla de vodca, e logo, foi servida em um copo descartável.
Tomou um gole sem fazer careta, nos três goles seguintes fez careta.
Pagou as doses como se pagasse uma pena há anos preso em seu corpo.
Sem dizer muito disse: Tchau!
Atravessou a rua, abriu o portão, e logo viu que tinha esquecido a porta da sala aberta.
E pensou: Merda! Como sou burro!?
Deitou no sofá como se jogasse um saco inútil de areia...
De soslaio viu o gato de vidro que não era de vidro passar pelo lado do sofá...
E pensou: Gato folgado, nem tem nome direito e já vive em minha casa...
Levantou-se, colocou o gato para fora e trancou todas as portas, janelas, orifícios que pudessem passar um gato...
Deitou novamente e suavemente no sofá...
Ligou a teve...
Colocou em um canal qualquer, só para servir de plano de fundo para seu sono mesmo...
Parou em um canal de esportes...
Em...5...4...3...2...1 minuto dormiu!
Passaram-se 30 minutos longos...
Acordou ouvindo um miado...
Mais não era um miado de um animal felino... e sim de um humano...
Quando seus olhos focaram ele viu uma figura humana obesadamente mórbida com uma mascará de látex de gato...
A figura estava totalmente nua...
Sem mesmo lhe dar tempo de gritar, o homem gordo golpeou com as duas mãos o crânio do morador com um tijolo marrom de construção espatifando-o e cortando sua mão obesa...
O homem logo deitou inconsciente, com a cabeça começando a inundar de sangue...

sexta-feira, 29 de março de 2013
















Em meu corpo aprisionado encontra-se  minha alma insana, latente e vibrante que tenta flutuar entre todas as suturas carnais.

Eu gostaria que houvesse um laço vermelho de fita preso a você, que nos ligasse e no entanto mesmo eu enviando todas as rosas mortas deste mundo, não há... E não sei se haverá!
Eu estou devendo cartas a todas as pessoas que não me pedem... serve cartas de baralho?
Estou escrevendo estas palavras para vende-las, e usar a grana para comprar uma calça nova para te encontrar...
Eu posso polir, sei que posso!
Mas limpar toda esta sujeira de sua pele demorará séculos!
Sem rodeios eu poderia estar rodeando sua aureola com aquele copo barato americano que roubamos daquele motel!
Eu tenho que parar de criar expectativas e deixar que elas se alimentem do meu coração já quebrado novamente por alguém sem pelos.

Quero circular entre suas pernas dia após dia, meses após tramelas, anos após brigas e décadas após garrafas de vinho que meu dinheiro me permite comprar.
Nada do que eu faça será feito antes que se faça e deixar ser feito por fazer, e isso eu não quero! No final de tudo alguém já terá feito... antes de mim, ou antes mesmo de você ter nascida...

Eu sei que vou errar, sabe? Mas não quero errar feio, para que você nem possa me perdoar, mais se eu errar não vai ser com minha lealdade, e meus erros são perdoáveis! Então mesmo antes de ter errado, me desculpe?!

Você está bêbada, não está?! Eu ainda ouço você me traindo, como a chuva trai o vento e desvia aquela lágrima para dentro de seus olhos! Você está dormindo, não está? Eu sei, eu a ouço respirar ofegantemente como se estivesse tendo um orgasmo foi o que você teve agora não foi?!

Desligando... Claft!





quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Oh eu...



Oh eu...
 - Porque odiamos tanto aqueles sapatos?
O problema são as pessoas, é esse o maior problema do mundo! Aprenda a ser tão frio como aquela lâmina esquecida na geladeira!

- Não é essa a questão! A questão é... que eu não gosto de pessoas...
Eu não gosto de mim, é essa a verdade!




Oh me...  
 - Because we hated those shoes so much? 
The problem is the people, it is that the largest problem of the world! Learn how to be as cold as that sheet forgotten in the refrigerator!   
  
- It is not that the subject! The subject is... that I don't like people...  
I don't like me, it is that the truth!

domingo, 11 de março de 2012

Empacote

Então... acordei no meio da noite, bêbado e com o gosto amargo de sangue na boca.
Caminhei até a porta do meu quarto, girei a maçaneta, como se girasse uma auréola feminina, abrindo a porta...
Passei pelo corredor escuro, tateando a parede para ver se encontrava a porta do banheiro.

Como tatear um corpo nu feminino, encontrei a porta.
Abri com uma das mãos e a outra, acendi a luz.
Abri o zíper, coloquei-o para fora, como se fosse votar...
Ouço a porta do box se abrir, olho de soslaio e vejo uma lagosta, vermelha, ácida e crua do meu tamanho, em mais ou menos 1,68 metros.
Em sua mandíbula, havia um cigarro aceso precipitadamente.
Quando surge a pergunta em minha mente - Você escorregou para dentro ontem, não foi?
Eu pensei respondendo - Sim!
E o que faz aqui novamente?
Eu pensei respondendo - Antecipo as horas!

Acabei de urinar, fechei o zíper e a lagosta gigante a porta do box.
Apaguei a luz, tateei o corredor frio e áspero.
Encontrei a porta do quarto.
E entrei...
Vi a luz azul do aquário acesa como a luz da morte...
Corri para quebrar o aquário com a minha cabeça, encharcando o piso cego de sangue!
Cambaleei até o travesseiro de pernas femininas.
Enfiei-me em minha vagina  predileta!
E... logo em seguida morri!


quinta-feira, 8 de março de 2012

Então o que você acha deste anel?























Sei que estas palavras deveriam ter virado uma página de um livro...





Mais minha escrita mudou e muito, desde a última vez que tudo virou...





A música não combina com nada em nada do que será dito...









Você vem e se arrasta por minha pele, leva a bagagem de todas as flores que nunca te dei, por enquanto meu dinheiro não pode comprar. Eu faço de tudo um pouco para te ter em mim sobre e após o mundo terminar.





São palavras demais para que minha mente possa guardá-las.Você é tudo o que minha vida deveria me dar no final dela. E é toda linda em meus olhos, poderia estar cego ou cego afiado em seu corpo, mais você veio... e poft! Acertou todo em cheio! Usou de minha pele alojando por debaixo dela. Devolva minhas receitas que perdi ao te ver e te ter. Como uma lâmina de lã afiada, entro em você, alojo e descaso toda a pele doce que me atrai no sabor. Traga suas dores e vamos construir castelos de cartas não marcadas.





Posso dizer que tudo em seus olhos me deixam tonto? Suas mãos suadas me impedem, mentira!Não impede nada de exceder a dança que danço em seu coração mulher!





Como uma mão embalando o plástico, tenho me tornado preciosamente protegido por estar em ti!





Naquela noite, “pude me encantar como um tolo e jamais esquecer seu olhar de solidão”.









Vem, vamos sair daqui e ir em frente dentro de um carro qualquer! - Você não lia meu olhar!









Nunca te contei, mais naquela noite, movi meio mundo para ir ao seu encontro sem nunca ter encontrado você novamente lúcido depois.





Navegar entre suas unhas bem cuidadas e ir além do que podemos nos encontrar depois.





Sinto uma raiva imensa, pois o perfume que sobe pela minha janela não é o seu.









Você atravessou aquele lugar, te toquei, pude ver seu desprezo e sua dor através do vidro, e tentei ir embora, como sempre fazia. Não tive forças, estava embebido em álcool, e depois não consegui movimentar minhas pernas além de 360º em torno dali. Toquei novamente seu corpo, você se afastou e eu fui ver o que me cercava ali além do seu olhar de nunca ter me conhecido ou reconhecido. Não me incomodava o fato de nunca ter estado em sua respiração antes, sei e sempre soube que um dia eu estaria. Sua tristeza me abala de tal forma e o que impede minha queda são suas pernas em torno de toda sua beleza que jamais conseguiria moldá-la. Você fingia que não via, e eu fingia que você não era a única, tentei agarrar, segurar seus dedos e colocá-los em meus lábios como se silenciasse todo o amor que um dia sentiria por você, eu já te amava.









Você se foi, desceu as escadas com seus saltos altos e levou meu paraíso visual para que os outros nunca a admirassem como se eu fosse Deus a admirando.





Tenho certeza que quando o criou, ficou centenas de anos a admirando, e tentando entender como ele defeituoso e de mãos calejadas, feridas pode criar algo tão perfeito acima dele, e deixou cair aqui na terra, para que somente meus olhos cegos e tristes de sangue tivesse a ousadia de tocá-la por debaixo da pele.





Sabia que estaria bêbado demais e preocupado em me perder dentro de corpos e imitações baratas do seu amor para tentar esquecê-la e desvencilhar da fraqueza de te querer para sempre.





A escuridão do lugar se foi dentro de você, quando você atravessou aquela porta e nunca, mais, nunca me quis ver vivo novamente. Porque nunca respondeu meus bilhetes que os ventos iam te dizer nos sonhos que sempre amei você!





Faça brilhar seus olhos como sempre brilhou quando disse que você era a única aqui dentro!









Me perguntaram se nunca escrevi sobre você em folhas de papel, eu escrevi sim!





Sobre você, escrevi cartas e cartas de amor navais nas folhas das arvores que caiam em sua frente quando você caminhava caoticamente furtando o perfume dos meus pulmões.









Suas curvas adormecem meus braços, então sugo sua pele para dentro dos meus dentes, adormeço a ausência de sangue, ouço seu gemido saciado por mais, preencho o vazio que resta dentro de ti... Acaricio seus seios fazendo deles minha língua, sinto sua carne entrar em meus dedos, molho minhas mãos em seu calor, e penetro com força o que será sempre meu!



Sinto-a tentar fugir e então dilacero todo teu corpo fazendo arquear todo seu gozo quando estou dentro de você!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Das que esvai, se descaem a carne da cor e da dor

























“Gosto da maneira como posso penetrar seus poros causando dor e infortúnio.” – Foi a frase encontrada em um bilhete, escrita a mão naquele assento do ônibus. Ouço seus gemidos a cada vez que saio de você, porque habitas a escuridão de gritos e sussurros mudos. Até aonde sabemos, sua carne escorre por entre meus tímpanos, e não me sinto habitado de te-la em mim, tão macia como manteiga. Trago ervas com suas cartas velhas.E sugo seus mamilos salgados de cor e amêndoas.Haveremos de ter talvez, dores, cores e sabores feitos dentro de você que não poderei tocá-los.Então, sente e cavalgue em meu órgão carnavalesco de outono sonoro. Estas cartas enviadas por mim a mim mesmo, já não fazem a cobrança persuadir em dor. Venha, vamos nos ingerir em vermelho furta cor, até que o dia não amanheça entre nossos dedos.

Há de ser, talvez a madeira que escoa entre seus gélidos e cálidos dentes! Você sabe ler cálidos? Eu não, mais…Estar aqui talvez, é estar do outro lado do espelho, morto. Soa clichê quando a sinto mastigar-me a carne que falta em mim, debitada e debilitada em contas. Estamos vendendo suas velhas botas, para que não mais caminhe entre meu caminho ou por ele!Para que serviria as janelas, dentro das janelas cegas dos seus olhos, se não há mais você dentro delas? Para sentir seus lábios molhar selos de cartas que nunca chegarão após minha ausência de mim. Devolva os pássaros que enviei mortos para que consumisse todo o ar que ausentaram suas asas, e assim, será apenas um anjo de louça mal pintado emoldurado, e vivendo dentro de geladeiras velhas.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

é... desista!













Espero que você não leia isto quando estiver bêbada assim como eu estou bêbado agora...

Estou farto de ter obrigações com você, tais como: limpar sua pele, lacear seus sapatos na sua face, estapear seus dentes contra os meus... estou farto, é verdade!

Farto de mim, que não tenho compromissos de mentir quando estou mentindo, e de dizer a verdade quando você compra ossos.

Já te traí tantas vezes que o sol não brilharia na sua janela por anos.
Porque você permite tal coisa?
Você merece bem mais que o seu dinheiro pode comprar, bem mais...
Não tente me entender, é clichê, eu sei, mais não tente...
Enquanto, procuro corpos pra transar, você encontra maneiras de tentar me convencer que sou o suficiente para que seus avôs podem aceitar.

Me dê as mãos, vamos dilacerar nosso copos em corpos de plástico de manequins!
Me dê as mãos, vamos assaltar carros nos ferros velhos da vida!
Me dê as mãos e não vamos transar esta noite!

Então, a ouço fazer mímica com os olhos dizendo: - Que jamais pensei que pudesse ter tal coisa, com tão pouco tempo de câncer. Porque me acaricia tanto, como se eu fosse feita de vidro? Está me polindo meu bem? -

Respondo: - Atrasei para o seu encontro, aquele funeral absurdo que fizeram na 5º avenida, sabe? Então, meus pés pararam de funcionar em plenos pulmões da chuva, não tinha como mandar secar flores no microondas para você, foi indo, desisti... Sabe? Desisti! Simples como telegramas póstumos para coveiros velhos! Morreu como deveria morrer! (fecha aspas).

Aquela química, que nós tínhamos, eu a cheirei no bolso da sua calça velha, aquela mesma que tirei quando transamos pela primeira vez em cima das cartas velhas de um presidiário, morto por cortar sua própria língua.

Seja bem vinda a chuva do deserto!

quarta-feira, 2 de março de 2011


















Então... Depois de dirigir e digerir fui a um grande mercado, na minha cidade mesmo, próxima ao setor que moro. Aquele lugar cheio de mercadorias tão nulas e proventos de imundice alheia do consumo próprio ou sexual!
Cansei!
Esperei horas para encontrar uma linha reta que me levava a aquele lugar central com disfunções eretas...
Achei uma vaga do lado de um pedinte, esses seres brotam do chão?
Não é o meu papel nutrir seu vício por trocados velhos ou moedas que não cobrem nem o valor do metal se ofertadas.
Chega dessa linguagem chula de porta de bares fracassados...
Vamos o que interessa...
Cala a boca, sua vadia! - eu disse em minha mente quando vi aquela obesa de 150 kg de pura massa preenchida por uma mesmice comum das pessoas que não transam...
Ela não parava de falar no telefone quando passei em uma prateleira que vendia artigos para recém nascidos...
Sim, admito eu gosto de ouvir conversas alheias, é um exercício mental para se pensar que sua vida não é pior como pensa ser, admitindo que é um fracassado total!
Ela se virou em minha direção e me fitou como se eu fosse roubar um pedaço de carne dos seus seios famigerados por sucção analítica do seu marido brocha...

Não, filha, não quero isso... - pensei em resposta!

Decidi sair logo daquele lugar - mais que merda eu fui fazer caminhando por ali?
Nada! Diversão... Diversão ...
Divertir olhando prateleiras sem vontade de consumir nada?
É, aquela velha história de arranjar algo para se entreter quando até as tentativas de suicídio deram erradas...

É eu sei que você deve estar pensando que sou um idiota, sim, eu devo ser!
Feliz agora?
Agora volte a brincar com seu órgão sexual mal lavado!

Observar as pessoas é uma forma malévola de querer enxergá-las.


E após de colocar no carrinho nada mais que álcool etílico, tabaco tragável, revistas velhas sobre arte, velas, incensos...

Reparei como há senhoras distintas e algumas pessoas aproveitando as promoções da carne.
Reparei também que havia uma senhora carregando plantas, muitas plantas em seu carrinho, parece que ela ia enfeitar um túmulo... Um túmulo que se compara a uma geladeira, vazia do nada, cheia de fome, amplificada para contextualizar seu sexo fracassado perdido e inalado...

Foi aí que ouvi alguns gritos... Vindo de que raios de sessão deveria ser alguma sessão alimentícia, essas pessoas só vivem para comer, dormir, transarem, comer, dormir, cheirar, injetar, dormir, comer, acordar, dormir, comer, dormir, acordar, comer, acordar...

Algumas pessoas, gritaram: "socorro, assassino, ladrão...” outras correram, e eu?
Eu, bem... É... Fiquei ali parado, porra, eu não matei ninguém, será que posso ao menos ver algum sangue?

Fui correndo de encontro a multidão que corria arrastando-se...
e vi um corpo...
Um corpo lúcido, luz e cheio de morte...
Que vida do caralho..
Ela se foi...
Era uma mulher jovem...
Agora ficou velha, envelheceu ao beber da morte...
Aquele líquido que todos iremos tragar um dia... Em goles grandes ou pequenos, bebericando entre os dedos, escorrendo entre suas bactérias auto-imunes...

Eu deitei ao lado do corpo, como um cão que beija com a língua sua dona morta...
E então eu esfreguei minha língua no chão suado... Lambendo seu sangue...