sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Carta em branco




Quando você vem?
Quando virá?
Estou cansado, não de esperar.
Mas de perder meu coração, porque sei que vou precisar.
Minhas pegadas estão cansadas e esperando a onda e hora negra de asas de xícara de cor urina se colarem por esperas de mudança.
Não perca seu coração, pois estarei sentado sob o sol secando as feridas queimadas.

Quando você fechará todas as 33 janelas feias e repintadas com a arte da nova valsa.
Tudo se muda, todo o brilho se muda de diamantes arranhados.

Você aceitará todos os meus vícios aceitos a pedidos da sua espera?
Todas as pílulas coloridas serão realizadas no dia seguinte ao vivo pela manhã.

Eu preferi ficar com ninguém estando com você.
Como o sal se separa do mar.

Sei que perdemos o que eu disse.
Sei que sonhamos com pessoas que já vimos, e eu digo que sonhei com você sem nunca ter te visto.

Você é tão sublime que nem todas as pinturas feitas e sonhadas se comparam a você.

Você é tão surreal que nem todas as cores que meus olhos possam enxergar estão em seu olhar.

Encontrei uma chave brilhante sob o sol negro que abre toda sua alma para minha luz na escuridão explodir cegamente e eternamente.

Sinta o peso leve pesado de todas esses séculos longe de você em lágrimas felizes como se fosse a única espera e esperança de um sonhador sem sonhos e que nunca dormiu.

Só peço a Deus todas as noites sem estrelas mortas que me deixe sonhar com você.
Espero que em todas as noites escuras como a escuridão mais negra e cega que me deixe sonhar com você, sem mentiras.

Quero lhe entregar essa carta quando estiver em seu altar sagrado e tão cego quanto o sol me cega.

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