domingo, 15 de novembro de 2009

E se eu pedir pra fingir, para inflingir, para fugir?













Tenho ossos que me deixam ser mais que eu sou para você.
Porque nunca dá certo para encaixar neste lugar?
Tenho erros que me fazem o acerto.

Estou me perdendo em caminhos tão escuros quando voltamos.
Quando quiser, me mate, me mantenha fora da sua vida idiota e cheia de brilho que não é.
Você não lê e ouve nada do que escrevo, falo, penso ou lastimo por você.

Quando meu desaparecimento está estampado em seu jornal mental, você faz questão de esconder meu corpo ainda morto.
Não serei enganado por mil vezes que eu acompanhe sua vida pela tv.
Posso sufocar meu peso contra você, mais jamais deixar de ter amor dentro daquela caixa.

Quando você era a minha inimiga predileta, eu ainda insistia em morrer dentro ou fora de você.
A vida é tão curta quanto um último suspiro meu embargado de câncer futuro.
Estou fadado a morrer sozinho, num último vagão de trem.

Será que nada do que dissemos era verdade?
Será que todas as minhas verdadeiras mentiras forão em vão?
Será que comprei moedas inválidas da máquina de coletar cegos amores não têm validade daqui?

3 comentários:

Flor de Azeviche disse...

Nossa! :|

De boca aberta.

Cheio de emoções...

Um beijo grande.

Jerrayne disse...

Nossa, me deixou sem palavras ...
Fiquei aqui , toda boba quando terminei de ler , parabéns Junior !

Anônimo disse...

Nossa me deixou sem palavras ...
Fiquei boba aqui depois de ler , parabéns Junio!
-Jerrayne